Penso mais que....
.... quando encontramos a pessoa certa, qualquer altura é certa.
quarta-feira, novembro 21, 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007
I love Kar Wai
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O amor é apenas uma questão de oportunidade.
De nada vale encontrar a pessoa certa antes ou depois da altura certa.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Sente alguma coisa? Tome uma aspirina.
Perplexa. Foi como ficou a minha integridade ética e profissional quando foi "assaltada" pela campanha de marketing do "remédio" secular e mundialmente conhecido: o ácido actelisalicílico, mais genericamente conhecido como Aspirina.Não consegui deixar de sentir a ebulição dos meus líquidos gastrointestinais quando processei a informação que é transmitida por aquele spot publicitário. Banalização da toma de medicamentos? Bah! Corri do sofá e fui vomitar. Sou a favor da toma, claro. Apesar de achar que sofrer faz parte, chega-nos o sofrimento da alma. Não físico. Se esse se consegue anular com químicos (sim e a Natureza também tem químicos, não me venham com o que é natural é bom! E a cocaína, não é natural? - mas claro que devem achar que é bom, dizem - e a cicuta? Nem posso ouvir "O que é natural é bom.")
A dor é um sinal. De que algo no nosso organismo não está bem. Devemos entendê-lo como um sinal de alerta. Mas existem dores convencionais e fisiológicas que já são esperadas e essas podemos anular para não sofrermos. Falo das dores menstruais (mas não tratadas com aspirina porque aumenta a hemorragia), das dores de cabeça (quando não são recorrentes)... mas agora, DORES MUSCULARES PROVOCADAS PELO EXERCÍCIO FÍSICO????? O que é isto????? Prefiro dizer não exagerem e façam o exercício gradualmente para não sentirem tanta dor. Qual é o objectivo? Ganhar uma úlcera? Palhaçada de banalização e desespero histérico para facturarem a subida de vendas, aproveitando a liberalização da propriedade das farmácias e da venda de medicamentos não sujeitos a receita médica, fora delas. Só faltava chegarem agora e dizerem: "Sente alguma coisa? Então tome uma aspirina! Não é só para a dor de cabeça, também dá para qualquer sensação...!"
Nota de rodapé: sente calor, tome, sente dor, tome, sente aflição, tome, sente medo, tome, sente? tome! (Mas não se admire se apanhar uma úlcera.)
quarta-feira, outubro 31, 2007
GATAGIRL
Pedras no meu sapato?Apanho-as todas e atiro-as com grande precisão e pontaria... assim, mesmo em cheio. Para fazer galo. Depois viro costas e sigo em frente.
AHAHAAHAHAHAHAHAHAHAH
É tão bom sonhar e puxar pelo nosso lado mais sombrio, sermos fortes e vingativos através do nosso alter-ego e realizarmos um filme bem à Tarantino.
Assim, GIRL POWER ou GATAGIRL POWER ;).
sexta-feira, outubro 26, 2007
Da Rússia com muito rancor...
Putin que o par@£§!
Nem o Benjamin Biolay me salvou desta perda de anos.
Nem o Benjamin Biolay me salvou desta perda de anos.
terça-feira, outubro 23, 2007
Benjamin
Benjamin Biolay - "Dans La Merco Benz"
Álbum Trash YéYé
Acordar e perceber que tem de ser mais um dia. Um dia em que lutas para que algo de diferente aconteça e não te deixe mergulhar na apatia monótona e sufocante. Queres respirar e abres a janela do carro... pufff! O cigarro do condutor vizinho misturado com o monóxido de carbono dos condutores vizinhos misturado com os perfumes dos condutores vizinhos. Que horror. Estás, Cláudia, estás encravada, sim, reprimida. Não consegues respirar, bem... profundamente. Acordas a pensar em como era bom ter o mar ali, logo ali, ao acordar. Poder pôr o pé na areia logo de manhã, antes de te dedicares a um dos teus sentidos da vida. Penso. "O que é que eu estou aqui a fazer?", meto a mudança e penso, "Mas por que é que sou mais uma num milhão que tenta entrar numa cidade sozinha num carro de tantos lugares?", e volto a pensar "Que direito tenho eu a poluir o ambiente, a julgar-me dona suficiente do Mundo e prepotente o suficiente para alugar um espaço fútil e desnecessário, para no fundo culminar tudo num tamponamento congestivo?", e ainda volto a pensar que poderia fazer, uma maluquice e idiotice bem benigna "Pst! Tu aí, desse carro, encosta o teu carro p'ra aí. Melhor! Vende-o! Passas a atravessar comigo todos os dias este elo tão ténue em que toda a gente se afunila e atropela... anda, e assim libertamos espaço e não contaminamos o ar que respiramos. Matamo-nos menos. Anda! Vem. Olha chama a outra pessoa do outro carro e diz-lhe para fazer o mesmo. Vem, combinamos, conhecemo-nos melhor, fazemos mais amigos. Para que nos fechamos cada vez mais? Vem, entra. Fica. Se quiseres...."
Piiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!! "Acorda pá! estás a dormir ainda??!!??? Anda com essa merd@!!! Carroça! Vê-se mesmo que és mulher!" Sobressalto-me... estava a sonhar claro. Embalada pelo Benjamin Biolay, tudo é mais possível. Penso "Palhaço do caraças, se pudesse, espetava-te com a carroça e logo verias como é que é ser mulher."
Respiro fundo... Fecho os olhos pouco tempo para não parar de novo. Meto mais uma mudança. Não escolho o caminho porque ele já está escolhido.
Talvez um dia faça inversão de marcha.
sexta-feira, outubro 19, 2007
Frima-te
"Este final de Setembro, o mês dos meus anos, tem-me custado. Perguntas sobre perguntas acerca de mim mesmo e a angústia do sentido da vida e da forma como me relaciono com ela. O que posso fazer, o que devo fazer? (...) Os meus defeitos aparecem-me de forma muito clara e dolorosa. Não só os meus defeitos: as minhas insuficiências, os meus erros. Sempre imaginei que um livro resgatava tudo: não resgata. E no entanto continuo a escrever, como se esse acto contivesse em si a minha salvação. (...)
Vou-me olhando de forma cada vez mais distanciada e sem indulgência. A impressão, melhor: a certeza de haver falhado. O quê? Não estou deprimido, não me sobra tempo para depressões, sou apenas um homem, diante do seu espelho interior, que não gosta do que vê. O que poderia ter feito? O que deveria ter feito? Esta permanente tortura que a gente disfarça. A ideia recorrente que aquilo, quer dizer que a única coisa que a vida nos dá é um certo conhecimento dela que chega tarde demais, sempre tarde demais. Grandes cães que se entredevoram dentro de mim. (...)
Apetece-me desaparecer atrás das palavras, ser de facto o ninguém que sou: um nome apenas, numa capa. E deixar o resto para mim, dado que não tem nenhuma importância colectiva.
Agora é manhã e está sol. Nenhum ruído à minha volta. Se eu pudesse passar a vida a limpo, como diz o Drummond, corrigia quase tudo. Que pena não podermos emendar os dias, o que fizemos, o que somos. Um demónio qualquer distorceu-me tudo ou fui eu quem distorceu tudo?
Agora é manhã e está sol. Se eu fosse DEUS parava o sol sobre Lisboa, escreveu Fernando Assis Pacheco.
"- Está solzinho, que horas são?" Esteves nossos diminutivos de que tanto gosto.
Oxalá o sol continue parado sobre Lisboa, parado sobre mim e eu embalsamado nele. Vestido dele. Afogado nele. Se eu fosse Deus era uma carga de trabalhos, não lhe invejo a sorte.
Nada mudou e tudo mudou: como eu gostava de ser pragmático, em lugar de viver numa nuvem cujos limites, aliás, distingo mal. Ou então a nuvem sou eu. Gasoso. De que raio de substância sou feito? Estou a deixar a caneta correr ao gosto dela, sem policiar nada. Que faça o que lhe apeteça. O Sol desapareceu, voltou. Olho em volta, regresso ao papel. Está solzinho, que horas são? O Júlio Pomar
- Aguenta-te
e há alturas em que é difícil aguentar, Júlio. Que raio de destino, que sina. A voz dele
- Como estás tu?
e a lata de me perguntar isto a mim que nunca sei como estou, nunca soube como estava.
- Como estás tu?
é a pergunta mais difícil de responder do Mundo."
António Lobo Antunes, in crónica da Visão edição nº763 - 18 de Outubro de 2007 Se eu fosse Deus parava o Sol sobre Lisboa
Vou-me olhando de forma cada vez mais distanciada e sem indulgência. A impressão, melhor: a certeza de haver falhado. O quê? Não estou deprimido, não me sobra tempo para depressões, sou apenas um homem, diante do seu espelho interior, que não gosta do que vê. O que poderia ter feito? O que deveria ter feito? Esta permanente tortura que a gente disfarça. A ideia recorrente que aquilo, quer dizer que a única coisa que a vida nos dá é um certo conhecimento dela que chega tarde demais, sempre tarde demais. Grandes cães que se entredevoram dentro de mim. (...)
Apetece-me desaparecer atrás das palavras, ser de facto o ninguém que sou: um nome apenas, numa capa. E deixar o resto para mim, dado que não tem nenhuma importância colectiva.
Agora é manhã e está sol. Nenhum ruído à minha volta. Se eu pudesse passar a vida a limpo, como diz o Drummond, corrigia quase tudo. Que pena não podermos emendar os dias, o que fizemos, o que somos. Um demónio qualquer distorceu-me tudo ou fui eu quem distorceu tudo?
Agora é manhã e está sol. Se eu fosse DEUS parava o sol sobre Lisboa, escreveu Fernando Assis Pacheco.
"- Está solzinho, que horas são?" Esteves nossos diminutivos de que tanto gosto.
Oxalá o sol continue parado sobre Lisboa, parado sobre mim e eu embalsamado nele. Vestido dele. Afogado nele. Se eu fosse Deus era uma carga de trabalhos, não lhe invejo a sorte.
Nada mudou e tudo mudou: como eu gostava de ser pragmático, em lugar de viver numa nuvem cujos limites, aliás, distingo mal. Ou então a nuvem sou eu. Gasoso. De que raio de substância sou feito? Estou a deixar a caneta correr ao gosto dela, sem policiar nada. Que faça o que lhe apeteça. O Sol desapareceu, voltou. Olho em volta, regresso ao papel. Está solzinho, que horas são? O Júlio Pomar
- Aguenta-te
e há alturas em que é difícil aguentar, Júlio. Que raio de destino, que sina. A voz dele
- Como estás tu?
e a lata de me perguntar isto a mim que nunca sei como estou, nunca soube como estava.
- Como estás tu?
é a pergunta mais difícil de responder do Mundo."
António Lobo Antunes, in crónica da Visão edição nº763 - 18 de Outubro de 2007 Se eu fosse Deus parava o Sol sobre Lisboa
segunda-feira, outubro 15, 2007
Xavier
Sábado chegou mais um hóspede a minha casa: o Xavier.O Xavier é uma pequena peste, direi até um pequeno leão... o seu lado pueril faz com que fique embasbacada a observar as suas brincadeiras com tudo o que mexe... e até com tudo o que não mexe. Desde saltos e correrias desenfreadas, até loopings e mortais elásticos, o Xavier é um autêntico trapezista. Chega até a pendurar-se nas minhas cortinas de fitas, tal qual lianas, e anda suspenso de um lado para o outro tal qual Tarzan! Dei por mim a indagar comigo: mas que raio, deram-me um gato ou um macaco?!?
De repente, como se a sua energia dispendida esgotasse subitamente, o Xavier cai para o lado e hiberna horas e horas em qualquer posição. No meu colo, no meu ombro, na cama ao meu lado... olha para mim com os seus olhos cinzentos e lentamente, começa a fechá-los como se tivesse dopado por um alucinogénico qualquer.
Derreto-me completamente.
terça-feira, outubro 02, 2007
Femme Fatale
Não se vestia de saia curta nem de decote exposto para ser considerada uma femme fatale, toda ela adornada por uma volúpia peculiar, como se o seu charme fosse tão natural como o ar que respirasse. Não era somente o seu palmo de cara. A sua atitude e postura tornavam-na um ser singular, tão irresistivelmente atraente que até fazia rodar cabeças involuntariadas pela lei da atracção e da tentação.Ninguém deixava de repará-la. Nem mesmo a mulher mais universalmente "bonita". Atrever-me-ei a compará-la à sensualidade marcada da Anita Ekberg na Doce Vida, misturada com a beleza ingénua e pueril de Marilyn Monroe, ainda rematada por uns toques finais da infantilidade rebelde e erótica de Maria Schneider naquele Último Tango...
Apesar da comparação ela era exclusiva, como qualquer mulher que por ser única o é, mas... ela era a mais exclusiva da exclusividade. A mais sensual da sensualidade. E por isto tudo, uma verdadeira femme fatale.
Esta femme fatale disfarçada de Miúda Marota atraía homens e mulheres que ambicionavam a sua carne, mas repelia homens e mulheres que não sustentavam ficar à sombra da sua presença.
Uma noite, saiu à rua sozinha como sempre. Nem se importava assim tanto. Afinal não devia nada a ninguém, não estava sujeita às podridões que teimavam enfrentar o seu olhar... aquele olhar de lince que em tudo repara e que nada lhe escapa. Assim como se fosse um detector de almas. Ah... tantas que a rodeavam e não valiam sequer um segundo olhar.
Nessa noite, comandada e embalada pelo seu melhor companheiro, aquele cujo nome deriva do árabe e que tem na sua cadeia um grupo hidroxi, ou seja, um grupo -OH. Vamos-lhe chamar Alcoxi (porque não?). O Alcoxi acompanhava-a constantemente e dava-lhe a força que ela precisava para enfrentar o mundo de cães babados e danados para a possuir. Com o Alcoxi era-lhe permitido igualmente abstrair-se da apatia e solidão, deixando-se levar pela música como se fosse um Dó maior a flutuar na pista de dança. O Alcoxi em grandes quantidades acentuava-lhe ainda mais a sua volúpia inata e marcava-lhe com maior relevo o seu olhar de matadora. Aquele olhar de femme fatale que atinge o alvo disfarçando que olha para o infinito.
Cai o primeiro pato. Aquele pato estúpido que sempre venerara embasbacadamente a Vénus que casualmente cruzava o seu caminho.
Diz-lhe : (vamos chamar-lhe Pato)
Pato (P): O teu mistério atrai-me.
Femme Fatale (FF): Ai sim?
P: Sim.
FF: E não receias que seja uma caixa de Pandora?
P: Não. Tanta beleza não pode esconder todos os males do Mundo. Todos os males do Mundo não conseguem penetrar em tanta beleza.
FF: Não é o que conta a lenda...
P: Não quero saber o que diz a lenda. Quero saber de ti. Diz-me, gostas de mim?
FF: ....
(Espeta-lhe um beijo daqueles que até encostam contra a parede e o fazem sentar em cima do caixote de lixo.)
(...)
P: Há tanto que queria isto...
FF: ...
P: Esta sensação de déjà vu... vai repetir-se? Igual ao passado?
FF: ...
P: Fala. Diz-me.
FF: ...
P: Porquê? Porque sim? Porque, nada? Porque... talvez?
Talvez quisesses mais uma vez extravasar a tua liberdade e moralidade condicionada pelos teus princípios? Talvez tivesses conseguido ultrapassar ou até esquecer momentaneamente a verdade que queres seguir? Só queria saber porquê e o quê? Fala. Diz-me. Não firmaste um pacto comigo, não. Não estou a reivindicar reciprocidade sentimental, não. Continuas livre, sim.
FF: ...
Manteve-se aquele silêncio mudo e ensurdecedor. Silêncio que se traduziu em gestos e olhares cúmplices barulhentos o suficiente para abafar qualquer resquício de déjà vu sobre um passado que apesar de efémero, fortemente marcou o pato. O pato estúpido. O pato abafou tudo porque queria afastar o prenúncio do que viria a seguir. Ele não queria o que viria a seguir, apesar de já saber o que viria a seguir... A inevitabilidade acabaria por acontecer:
Ela virou as costas.
Mais uma vez.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Opposite
Por que é que o que uma pessoa quer, quer outra coisa que por sua vez quer outra; esta outra ainda quer mais... mas mais outra, outra diferente e não recíproca da coisa que o quer. Círculo vicioso?
Fdx.
Fdx.
segunda-feira, setembro 24, 2007
Mudança

O taxista pende,
para uma faixa e para outra,
como uma Balança.
Mete a 1ª, o carro responde
Mete a 2ª, o carro pede mais
Mete a 3ª e insiste, aquele ruído sôfrego que pede mais uma...
Mudança.
E eis que ele percebe. E muda. De mudança.
Não consegue seguir uma só faixa de rodagem (importa?) e ainda me põe mais tonta do que eu imaginaria estar.
Mas chega ao destino. Chegou.
Eu, uma mera transeunte cujos sapatos ecoam como se fossem altifalantes numa rua deserta ainda sem vida quando... afinal alguém já acordou. Mesmo que seja a sapiência que não dorme tanto de noite e passeia, de madrugada, para acordar o dia.
Não estou tão só, afinal.
O que interessa é que ele pôs a 4ª e depois a 5ª e chegou ao destino.
É onde vais chegar.
Falta só a força para meter a mudança.
Força.
Tocam tão bem cá dentro
Estas músicas fazem-me tão feliz.
Com esta banda sonora tudo é possível... na minha imaginação.
É tão bom estar viva.
"Ocean Of Noise"
The Arcade Fire (Neon Bible)
In an ocean of noise
I first heard your voice
Ringing like a bell
As if I had a choice, oh well!
Left in the morning
While you were fast asleep
Into an ocean of violence
A world of empty streets
You've got your reasons
And me I've got mine
But all the reasons I gave
Were just lies to buy myself some time
In an ocean of noise
I first heard your voice
Now who hear among us
Still believes in choice?
Not I!
No way of knowing
What any man will do
An ocean of violence
Between me and you
You've got your reasons
And me I've got mine
But all the reasons I gave
Were just lies to buy myself some time
I'm gonna work it out
Cause time wont work it out
I'm gonna work it out
Cause time wont work it out for you
I'm gonna work it on out.
"Untitled"
Interpol (Turn on the bright lights)
surprise sometimes
will come around
surprise sometimes
will come around
I will surprise you sometime
I'll come around
I will surprise you sometime
I'll come around
when you're down
Com esta banda sonora tudo é possível... na minha imaginação.
É tão bom estar viva.
"Ocean Of Noise"
The Arcade Fire (Neon Bible)
In an ocean of noise
I first heard your voice
Ringing like a bell
As if I had a choice, oh well!
Left in the morning
While you were fast asleep
Into an ocean of violence
A world of empty streets
You've got your reasons
And me I've got mine
But all the reasons I gave
Were just lies to buy myself some time
In an ocean of noise
I first heard your voice
Now who hear among us
Still believes in choice?
Not I!
No way of knowing
What any man will do
An ocean of violence
Between me and you
You've got your reasons
And me I've got mine
But all the reasons I gave
Were just lies to buy myself some time
I'm gonna work it out
Cause time wont work it out
I'm gonna work it out
Cause time wont work it out for you
I'm gonna work it on out.
"Untitled"
Interpol (Turn on the bright lights)
surprise sometimes
will come around
surprise sometimes
will come around
I will surprise you sometime
I'll come around
I will surprise you sometime
I'll come around
when you're down
terça-feira, setembro 18, 2007
MAKE SOME NOISE
OlhOs vEndADOS:Para que o Mundo veja que não está a ver.
voZEs que gRItAm:
Para que oMundo desperte da sua paralisia social.
(Quase que parece aquele macaco... que não vê, não ouve e não fala.)
Fomos nós tão pequeninos que neste domingo simbólico tentámos ecoar e acordar o Mundo da sua apatia imobilizante. Balde de água fria? Sim, éramos apenas 100. Mas mesmo assim puxámos pelo nosso interior e exibimos as nossas goelas para provar... sim, provar que é inconcebível parar, impossível ficar indiferente à calamidade dissipada mesmo ao nosso lado.
Ali já... ali.
Chega de tanta irresponsabilização. Chega de tanta indiferença e presunção.
Please MAKE SOME NOISE. Please SAVE DARFUR.
http://www.globefordarfur.org/act_now/signup.php
terça-feira, setembro 11, 2007
Herrar é umano
Apontas o dedo a quem te rodeia como se aspirasses ser o centro da razão. Eu sei que queres.
(Desculpa, mas não és.)
Não é porque aos teus olhos julgas ser um exemplo a seguir que faz de ti Messias.
Somos em parte seres autómatos comandados por moralismos socialmente impostos onde todos salivam por um erro alheio... para depois, orgulhosos do seu "puritanismo", exporem os dissidentes em praça pública como se fossem um qualquer facínora num juízo final.
Esqueceste-te que nunca me candidatei a um prémio Nobel da Paz. Não quero ser um exemplo a seguir. Exigiria de mim viver constantemente condicionada por opções hipocritamente defendidas, só para agradar quem? Uma sociedade que todos os dias se espelha em erros sucessivos?
Errar é humano. Fingir é que não é. Ainda bem que errei. Ainda bem que bati com a cabeça e fiz galo. Mas aprendi. Arrepender-me de ter errado? Medo de voltar a errar? Nunca. Como reflecte aquele filme lindo embalado pelo Philip Glass... Qual é o significado do arrependimento, quando na altura em que errámos não existia alternativa? É tão fácil arrependermo-nos do que fizémos quando as consequências são devastadoras... Não penso nada assim.
Assumo. Admito. Estou aqui para olhar de frente quem nunca errou, sem qualquer réstia de vergonha estampada no meu rosto. É a nossa dignidade que importa. A nossa força em admiti-lo e seguir em frente, absorvendo ao máximo o que tiramos desta vida para depois podermos viver conscientemente felizes. Sorte de quem nasce com um mapa orientador e vê sempre tudo a preto e branco... sem zonas cinzentas para atrapalhar o seu moralismo pregado.
(Deixem só que a tentação os tente... para ver se resistem.)
Viverei o resto da minha vida com as lições que aprendi na esperança de errar cada vez menos. Mas nunca deixarei de viver como quero, ou viver o que os outros me impõem, só por ter medo de errar.
(Desculpa, mas não és.)
Não é porque aos teus olhos julgas ser um exemplo a seguir que faz de ti Messias.
Somos em parte seres autómatos comandados por moralismos socialmente impostos onde todos salivam por um erro alheio... para depois, orgulhosos do seu "puritanismo", exporem os dissidentes em praça pública como se fossem um qualquer facínora num juízo final.
Esqueceste-te que nunca me candidatei a um prémio Nobel da Paz. Não quero ser um exemplo a seguir. Exigiria de mim viver constantemente condicionada por opções hipocritamente defendidas, só para agradar quem? Uma sociedade que todos os dias se espelha em erros sucessivos?
Errar é humano. Fingir é que não é. Ainda bem que errei. Ainda bem que bati com a cabeça e fiz galo. Mas aprendi. Arrepender-me de ter errado? Medo de voltar a errar? Nunca. Como reflecte aquele filme lindo embalado pelo Philip Glass... Qual é o significado do arrependimento, quando na altura em que errámos não existia alternativa? É tão fácil arrependermo-nos do que fizémos quando as consequências são devastadoras... Não penso nada assim.
Assumo. Admito. Estou aqui para olhar de frente quem nunca errou, sem qualquer réstia de vergonha estampada no meu rosto. É a nossa dignidade que importa. A nossa força em admiti-lo e seguir em frente, absorvendo ao máximo o que tiramos desta vida para depois podermos viver conscientemente felizes. Sorte de quem nasce com um mapa orientador e vê sempre tudo a preto e branco... sem zonas cinzentas para atrapalhar o seu moralismo pregado.
(Deixem só que a tentação os tente... para ver se resistem.)
Viverei o resto da minha vida com as lições que aprendi na esperança de errar cada vez menos. Mas nunca deixarei de viver como quero, ou viver o que os outros me impõem, só por ter medo de errar.
segunda-feira, setembro 10, 2007
Bonjour, Tristesse

Otto Preminger presenteou-me com esta maravilhosa adaptação do livro de Françoise Sagan naquela noite sob as estrelas, sentada na cadeira da esplanada da cinemateca.
No ciclo da Cinemateca "Cinema na Esplanada: Filmes da Praia, Filmes sobre Filmes e Elvis Presley". Vislumbrar Jean Seberg (linda, linda, linda...) reflectida no ecrã faz com que apeteça dizer Bonjour, tristesse... todos os dias.
sexta-feira, setembro 07, 2007
Relativização
Oded Balilty, The Associated Press. A Jewish settler struggles with an Israeli security officer during clashes that erupted as authorities evacuated the West Bank settlement outpost of Amona, east of the Palestinian town of Ramallah.
Jan Grarup, Denmark. Displaced people wait for food distribution near the village of Habile, in Chad in November. Attacks by the Janjaweed, an Arab militia said to be backed by the Sudanese government, spread from the Darfur region of Sudan across the border to Chad. Janjaweed on horseback burnt the villages of black African farmers on both sides of the border, killing and raping inhabitants in a pattern of ethnic violence that has displaced hundreds of thousands.

Arturo Rodríguez (30), Spain. Tourists, security forces, and Red Cross workers attend to African migrants who have landed on La Tejita beach on Tenerife, in the Canary Islands, Spain. Tens of thousands of migrants arrived in 2006, in small wooden boats with up to 150 people on board. They faced a sea journey of some 1,000 kilometers, and many arrived starving, dehydrated, or died on the way. Some migrants are repatriated, others are sent to mainland Spain, but many end up in limbo, unable to gain work papers yet unwilling to go home.
Akintunde Akinleye, Nigeria, Reuters.A man rinses soot from his face at the scene of a petrol pipeline explosion in Lagos, Nigeria, on December 26. At least 260 people were killed after a punctured pipeline caught fire. Thieves had tappedit to fill tankers with petrol for resale, and hundreds of people had gone to the scene to scoop up leaking fuel in plastic containers. Pipeline vandalism and fuel theft are common in Nigeria, the world's eighth largest exporter of oil, where most people live in poverty.
Vão ver e relativizem todos os vossos pequenos problemas.
World Press Photo 2006 no Museu da Electricidade.
quinta-feira, agosto 30, 2007
Cartola
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra não chorar.
Quero assistir o sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir o pássaros cantar,
Eu quero nascer quero viver...
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra não chorar.
Se alguém por mim perguntar,
Diga que eu só vou voltar,
Depois que eu me encontrar...
Quero assistir o sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir o pássaros cantar,
Eu quero nascer quero viver...
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra não chorar.
(Obrigatório ouvir... in Cidade de Deus)
Vou por aí a procurar,
Rir pra não chorar.
Quero assistir o sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir o pássaros cantar,
Eu quero nascer quero viver...
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra não chorar.
Se alguém por mim perguntar,
Diga que eu só vou voltar,
Depois que eu me encontrar...
Quero assistir o sol nascer,
Ver as águas dos rios correr,
Ouvir o pássaros cantar,
Eu quero nascer quero viver...
Deixe-me ir preciso andar,
Vou por aí a procurar,
Rir pra não chorar.
(Obrigatório ouvir... in Cidade de Deus)
quinta-feira, julho 19, 2007
Vínculos de Sangue
O meu amanhã é assim tão claro na tua bola de cristal?
O sangue que corre nas minhas veias a uma velocidade louca para chegar a todo o meu corpo assemelha-se à minha vontade de querer percorrer o Mundo e chegar a todo o Globo.
As mesmas pedras que se atravessam no meu caminho assemelham-se ao mesmo atrito vascular que faz "estagnar" o sangue que percorre a uma velocidade louca no meu corpo. É inato. Afinal, sou do mesmo sangue.
(Chega de chorar sobre o leite derramado.)
Queria dizer-te com os meus olhos que sou feliz... mas sem deixar transparecer o quanto me custa encarar a tua verdade. Eu preferia mil vezes antes que não tivesse sido assim, não percebes? Que não se escolhe ao contrário do que tu tanto reivindicas?
Terá de ser o tempo a provar-te aquilo que eu queria provar-te mas que não consigo, porque... infelizmente... ainda não tenho provas do futuro que acontecerá... ou não. Mas só o tempo o dirá.
Dá-me tempo. Eu dar-te-ei o teu.
O sangue que corre nas minhas veias a uma velocidade louca para chegar a todo o meu corpo assemelha-se à minha vontade de querer percorrer o Mundo e chegar a todo o Globo.
As mesmas pedras que se atravessam no meu caminho assemelham-se ao mesmo atrito vascular que faz "estagnar" o sangue que percorre a uma velocidade louca no meu corpo. É inato. Afinal, sou do mesmo sangue.
(Chega de chorar sobre o leite derramado.)
Queria dizer-te com os meus olhos que sou feliz... mas sem deixar transparecer o quanto me custa encarar a tua verdade. Eu preferia mil vezes antes que não tivesse sido assim, não percebes? Que não se escolhe ao contrário do que tu tanto reivindicas?
Terá de ser o tempo a provar-te aquilo que eu queria provar-te mas que não consigo, porque... infelizmente... ainda não tenho provas do futuro que acontecerá... ou não. Mas só o tempo o dirá.
Dá-me tempo. Eu dar-te-ei o teu.
terça-feira, julho 03, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
Saavedra
"Aquele que perde a riqueza perde muito,
Aquele que perde um amigo, perde mais,
Mas aquele que perde a coragem... perde tudo."
CERVANTES
Aquele que perde um amigo, perde mais,
Mas aquele que perde a coragem... perde tudo."
CERVANTES
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