terça-feira, abril 01, 2008

Mentira

Nunca mais me esqueço de uma Falácia que aprendi numa aula de Filosofia na secundária. Neste dia conhecido como o dia das mentiras, já repararam que se eu disser "Sou mentirosa" podem resultar duas situações:

- se estiver a falar a verdade estou a contradizer-me, porque se realmente o sou, então estaria a mentir ao dizer que "sou mentirosa", portanto não o seria;
- se estiver a mentir então quando digo "sou mentirosa" não é verdade, portanto não o seria na mesma!

Portanto, em homenagem a este dia e aos neurónios todos atrofiados aqui vai:

SOU MENTIROSA!!!

quinta-feira, março 27, 2008

Machine Gun

É hoje!
Estou histérica.

domingo, março 23, 2008

Mortal Oil



Estava eu descansadinha no meu paraíso neste fim-de-semana de Páscoa - que para ser sincera (e a minha avózinha que não me ouça), apenas corresponde a um fim-de-semana prolongado para matar saudades das minhas velhotas, pais, mano, cães, gatos, ar puro e silêncio de passarinhos, ou seja, nada tem de católico, jejum e abstinência de carne? poupem-me... - quando eu e o meu mano decidimos ver um filme galardoado com óscares, o Syriana. Surge uma discussão saudável entre nós, sobre o conteúdo do filme e chegamos à conclusão lógica e visível a tanta gente: onde há petróleo, há cães a salivar por ele. Quando ele escasseia, tudo o que é de valores se perde, usa-se e abusa-se da condição humana, compram-se favores, pagam-se dívidas eternamente e até se troca de moral. Ostentações de ouro, posturas dignas de empresários que por baixo de fatos caros escondem almas repletas de prevaricação e podridão opostas à miséria da maioria dos cidadãos dos países onde abunda esse petróleo. Por que é que a maioria desses cidadãos são tão pobres? Enquanto uns enchem os bolsos de dinheiro, outros vazam-nos.. do ar que têm. Opino isto sem ser adepta da sociedade em que toda a gente deve ter o mesmo. Não acho que isso seja justo para quem trabalha. Mas agora chego a casa e vejo a notícia de que 70 empresas internacionais estão a salivar pelo petróleo do Iraque?? Incluindo empresas de países opostos à guerra?? 5 anos de guerra, 100 mil civis mortos, 9 mil soldados americanos mortos, cidades destruídas, em nome de um ditador mediaticamente executado a rogar pragas aos invasores e a proferir que DEUS só há um: Alá e mais nenhum - tive de parar de jantar quando vi este documentário. Imaginem, estou na minha casa numa terra que borbulha hidrocarbonetos quando BAM! explodem a cidade onde eu moro e a minha família .......... bem... chega de imaginar.... cenários que poderiam só fazer parte de um filme.

Há realidades que me ultrapassam.

E depois vem a opinião pública ficar escandalizada com algumas faltas de moral e de integridade visíveis na nossa sociedade. Todos vêm e ninguém faz nada, em nome da economia mundial e de um capitalismo sem pudor.


Perfeita hipocrisia.



quinta-feira, março 20, 2008

PrimaVera



















Suspiro fundo.

Levanto o auscultador e marco: 774628372.
Tuuut-Tuuuut-Tuuut:
- Departamento de Estações do Ano, em que posso ajudar?
- Bom dia, a Primavera está?
- A Primavera fugiu.
- Fugiuu????? Mas porquê?
- Acho que teve um desgosto de amor.
- Mas está tanto frio, precisamos dela! Deveria ter chegado hoje.
- Não ouviu o que eu lhe disse? Ela teve um DESGOSTO DE AMOR!
- E o resto do Mundo como fica?
- O resto do Mundo que se lixe.

tut-tut-tut-tut-tut-tut-tut-tut-tut-tut

segunda-feira, março 17, 2008

Dolce Fare Niente



Finalmente irei poder praticar o italiano que estou a aprender.
Ho comprato un viaggio per Firenze! Meraviglioso!
Ricordare Marcello Mastroianni in Dolce Vita e Sofia Loren in Una Giornata Particolare.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Fada do Lar
















Hoje sonhei que entrava numa divisão de uma casa, mais propriamente numa lavandaria toda organizadinha, com a roupa toda bem dobradinha e passada a ferro, tão especialmente cuidada que mais parecia um anúncio ao Skip.

Não acho normal.

Tenho mesmo de ir tratar da minha roupa.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Não sou a única



















"Acredito no mistério e nos segredos, na atracção obsessiva pelo que não se conhece. Acredito que isso é um dos motores das coisas."

in Revista da discoteca Lux, Fevereiro -Teresa Villaverde
Realizadora

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Kirchner&Schiele

Gosto especialmente destes pintores. Foi amor à primeira vista:

- Egon Schiele:


- Ernst Ludwig Kirchner:



quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Bad Hair Day



Não tomei pilulas de estrogéneos mas acho que o boom hormonal cíclico de estrogéneos naturais

(e tenho de parar de uma vez por todas de me desculpar constantemente com a fisiologia feminina, até a mim já me irrita),

fez-me acordar num daqueles Bad Hair Days.

Para além dos meus folículos pilosos retrairem-se com esta humidade ambiente de nevoeiro, afectadora de penteados demoradamente arranjados na tentativa de serem um pouco sedutores a olhares alheios

(sim, porque eu não tenho aquele cabelo Pantene espectacular que acorda belissimo logo de manha, e nem tentem passar os dedos, são capazes de apanhar ovos... por isso desgasto algum tempo sim, em produtos suavizantes, amaciadores - a minha auto-estima é que precisava de um amaciador agora - e secador XPTO a bombar tal qual uma profissional cabeleireira -CLAUDÉTE, a Cabelêrêra Porfissionau.... Uau uau, mas que bem que ela está... cabelo esticadinho, todjinho arranjadinho,

o quê?? olha só a pilantra! como fica aquele cabelinho dji rato assim que apanha com humidjadje.. ahaaha

bah bah deixem-me)

Ponta de cabelo para um lado, ponta de cabelo para cima, ponta de cabelo que se encaracola e assume vincadamente a sua personalidade própria.

Se algum dia o rapar, deixarei de ter Bad Hair Days?

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Novo Ponto de Vista






Se de repente
Ficasses junto de mim
E eu estivesse de saltos altos
Conseguirias perceber
O quão pequenino és
Ao meu lado.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Os meus Amores




Rendi-me ao Amor e dei importância ao verdadeiro amor que preenche a minha vida.
Quero estar ao vosso lado até ao fim .

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Vodoo Heart












Dá para parar com o Amor se faz favor??!?!??

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segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Radar 97.8

Quem se lembrar do post abaixo, concerteza reconhecerá a concretização da minha intenção na famosa estação de rádio alternativa. Consegui encher-me de coragem e foi mais fácil do que as borboletas no estômago previam! Apesar de um "anh..." meio estúpido, vou ter (?), pela primeiríssima vez, a minha breve aparição na rádio!
Às 8h45, 14h15, 17h15 e 22h15 do dia 12 de Fevereiro para quem quiser partilhar um ouvido e um gosto... muito repetido.

Sr. Morais

5 de Fevereiro de 2008
Carnaval
Super-Terça-Feira nos EUA

Este ano experenciei um Entrudo diferente dos anos anteriores. A verdade é que nunca entreguei grande importância a esta época: primeiro, porque durante 5 anos de formação, encontrava-me sempre embrenhada em matérias relativas à minha área para suceder-me razoavelmente nas provas; segundo, porque nunca enalteci de valor à arte de “mascarar”, às constantes palhaçadas histéricas e muito menos, a ser alvo de brincadeiras disfarçadas de inocentes quando “ninguém leva a mal”, principalmente as que se resumem a levar com ovos, água e demais podridões. Já chega o resto do ano levarmos sem querer, quanto mais agora absorvermos plenamente conscientes toda a porcaria que nos vai cair em cima.

Apesar disto, não desdenho tanto assim. Até acho engraçado, mas quando tenho espírito.

Neste bissexto, não tive espírito... e dispensei as palhaçadas.

Este ano comprometi-me e fui de bagagens relembrar as origens do meu patriarca. Numa terra bem longíqua, que nem as auto-estradas deram para encurtar, dei por mim rodeada de gente, costumes e sabores bem diferentes da vida cosmopolita. Senti, desde logo, a desigualdade vernácula quando me deparei com o nome da dita terra bem por trás dos montes: Vale de Gouvinhas. Que raio são Gouvinhas? (Serão couvinhas ditas depressa e com sotaque?) Permanecerei na interrogação: a tradução não vem no dicionário. A partir daí, sucederam-se palavras típicas estranhas ao meu léxico. Vista de fora, diziam que estava mascarada de criança, pela constante e insistente pergunta:

“- O que é isso?”

Durante este fim-de-semana prolongado, houve um dia que me marcou substancialmente. O dia estava planeado para ser preenchido por um passeio pelas aldeias fora, a visitar um amigo e uma feira típica.
Chovia torrencialmente e as temperaturas baixas denunciavam a localização geográfica. Ensinou-nos uma senhora da zona, já com idade suficiente para a sabedoria popular, que quando no dia 2 de Fevereiro (dia de uma santa que não me recordo o nome), a Santa ri -faz sol, no resto do Carnaval chora. Um riso bem sarcástico, pensámos nós em voz alta.
A sabedoria popular é inabalável na sua verdade e no dia 3 choveu a potes. (Resta-nos esperar por uma Páscoa bem solarenta, como diz o ditado)

Não obstante o dilúvio percorremos o souto e chegámos a Vinhais, à Feira do Fumeiro. As feirantes transmontanas estavam bem identificadas pela placa e indumentária comum à feira. Bem bonita por sinal. Este ano as regras eram diferentes, dizia quem costuma lá ir: os enchidos pesavam-se em duas balanças calibradas para todas as barraquinhas, a fim de evitar escamoteios numas gramas a mais; os preços estavam standardizados em todo o lado, para não obrigar os clientes a percorrerem as barraquinhas à procura do melhor preço:

Salpicão 40 €/Kg,
Alheira 8€/Kg,
Chouriça Doce 7€/Kg,
Presunto 20€/Kg,
Rijões (mesmo que Rojões = Torresmos),
Cuscos (farinha de trigo semelhante aos cuscus marroquinos),
Butelo (espécie de enchido com carne e osso),
Grelos;

e as feirantes usavam luvas.

No meio desta azáfama de fumeiro perguntei-me se a bendita ASAE conseguia insurgir-se no meio daqueles costumes em cú-de-Judas. A sua omnipresença foi confirmada pelo meu tio que me contou que tinham estado lá no dia anterior e tinham proibido a comercialização das cascas de feijão…
Implacáveis.

Era o último dia e, apesar da tempestade, a feira estava composta. Entretive-me a fotografar a tradição, quando irromperam uns caretos pelo meio dos feirantes e da população. Os caretos vestem-se com umas roupas típicas transmontanas, usam máscaras de madeira na cara e giram aos saltos, feitos loucos, adornados com guizos, e estão teatralmente preparados para assustarem as pessoas.

...

As compras estavam feitas e seguimos viagem até um restaurante onde nos serviram uma posta mirandesa salivante. (chicha – carne - de qualidade, acompanhada por rabas – tubérculo laranja, e chícharos – feijão frade).
Satisfeitos com a refeição, perguntámos ao dono do restaurante onde era a aldeia Macedo do Mato. Escreveu-nos duas terras que deveríamos passar antes de chegar a esta:

Limãos e

Binhas.

Bem, lá desafiámos o mau humor de S Pedro e seguimos estrada secundária até Santo Ambrósio. Nem Limãos e muito menos Limões à vista, com o carro na reserva, resolvemos mandar parar um carro e perguntar direcções. Isto porque o meu pai se rendeu às evidências e não quis arriscar desafiar o deserto sem gasóleo e com granizo a bater no vidro!

O Sr. do Opel Sucata mais velho que um Dois-Cavalos acudiu ao nosso ar desesperado e clarificou que
“era só boltar para trás, birar à esquerda, chega a Limãos, bira para Binhas à esquerda e chega logo a Macedo do Mato!”

Até parecia fácil. Inversão de marcha.
Continuámos caminho embevecidos com a simpatia e amabilidade do Sr.
Curiosamente seguiu o caminho à nossa frente. Aos tantinhos, reparámos que esperava por nós para nos indicar o caminho. Atingimos Limãos (um limão, dois limãos…), virámos, chegámos a Vinhas! (comprovava-se o sotaque) e o Sr esperava sempre pelo nosso carro para seguir.
O meu pai:
” - Segue, segue, filha, olha o Sr, está lá à tua espera.”
E eu seguia.
“ – Olha Macedo do Mato! O Sr. também vai virar para Macedo do Mato!”
Gargalhada e especulação geral
“Que espectáculo, a hospitalidade e prontificação transmontanas… Vai de propósito levar-nos à aldeia!”
Houve quem especulasse mais:
“ – Se calhar é da terra e nós a pensarmos que nos está a ajudar… Às tantas é vizinho do Sr Morais!” Outra gargalhada geral.
Chegamos a Macedo do Mato, perseguindo o Opel Sucata. Na praça, o Sr. faz inversão de marcha e o meu pai acena para parar:
“- Por acaso não conhece o Sr. Morais? Psicólogo, solteiro? Daqui da aldeia?
- Eu não conheço, desculpe, eu não sou daqui.
- O Sr veio aqui de propósito para nos indicar o caminho?”
Soltou um
“- Eu bim…” com o ar mais genuíno e simpático do Mundo. Agradecemos profundamente. Isto nunca aconteceria em Lisboa, concluímos.

Esperava-nos mais uma odisseia: encontrar o Sr Morais. Avistámos um Sr. de bengala. Perguntámos pelo Sr Morais, psicólogo, solteiro… ao que respondeu
“ – Eu sou Morais.”
A frontalidade espontânea do meu pai:
“ – Pois, mas não é de si que eu estou à procura.
- Eu xeiiii. É do meu primo. Sigam-me.”
Acompanhámos os seus passos lentamente, ao ritmo da bengala.
Bate à porta.
Não responde.
O meu pai volta a telefonar.
Não atende o telemóvel.
Diz-nos o outro Sr Morais:
“ – Bão até aquela casa e perguntem à irmã. Ele debe estar na casa do irmão, mais acima…!”

(a irmã diz-nos mais acima)
Ali bamos nós. Chegamos a casa do irmão.
Apitamos. Nada.
O meu pai telefona. Nada.
Apitamos mais uma dezena de vezes.
E nada.
Grito do primeiro derrotado:
“- Vamos mas é embora!”
Eu respondo:
“- Com tanta luta, agora não podemos desistir…! Pai vai lá bater à porta.”
Uma Srª aparece à porta.
“ – O Sr. Morais está?
- Está sim. Binde. Entrai.” O meu pai vai.
“- O Sr Morais está?”
“- Então não está a ver a cara feia dele aqui?”
O meu pai ri-se. Volta a olhar e confirma. Também não era aquele Sr Morais! Este era o irmão, com cara de podão.
Voltamos para trás… Passamos na casa do verdadeiro Sr Morais. Porta entreaberta, finalmente!
“- Ó Delfim, ainda bem que chegaste! Estava aqui sentado ao foguinho e deixei o telemóvel para lá, nem o ouvi.”
Sentamo-nos no escano. O Sr. Morais começa a falar eloquentemente e sabiamente sobre tudo. Soubera eu antes o que me esperava e teria vindo mais cedo. Embevecida, escutei atentamente a sapiência: a desertificação das aldeias – Já escrevi, Delfim, escrevi um artigo para os jornais daqui… nem imaginas como fiquei quando consultei as estatísticas. A pessoa mais nova aqui tem 10 anos. – os Judeus que faziam as alheiras para disfarçarem a sua origem; até aos reis de Portugal – D.João III defendeu os judeus ao princípio, mas depois arreou a cueca, como todos Delfim.

O Sr. Morais é assim, sem papas na língua, próprio de quem já não tem nada a temer: comunista reformado, divorciado a caminho dos 69 anos. Deixou a capital para se refugiar na reforma na sua terra Natal. Não lhe interessa mais o ruído. Só quer paz até ao fim. Ele e o sr D. Quixote, que não se importa de reler, em espanhol.

Anoitece.

Temos mesmo de ir embora, papá?

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Ein Freund von mir



A semana passada peguei nas minhas pernas e fui assistir a um filme completamente às escuras, filme esse inserido no ciclo de cinema de expressão alemã KINO, intitulado de Ein Freund von mir (Um amigo meu). A vantagem de viver perto da capital e de trabalhar bem no centro é esta: dou-me ao luxo de ver pérolas que passam ao lado a muitos cinemas comerciais.

Os ciclos do cinema S Jorge são um dever para quem gosta de cinema. Nunca mais me esqueci do filme Odette Toulemonde que finalizou a mostra de cinema francês o ano passado. Simplesmente genial. Tão genial que depois chegou a passar nos cinemas comerciais.

Este não fugiu à regra.
Ein Freund von mir é um filme sobre a amizade e amor (nada de florzinhas acreditem). Os planos são magníficos, cada fotograma é uma bela fotografia, as interpretações são fabulosas - é impossível não ficar contagiada pela inocência pueril do amigo, brilhante representação do actor de Goodbye Lenin. A banda sonora puxa pela lágrima (um pouco de nada exagerada no tempo, às vezes dá a sensação de videoclip, mas a música coaduna bem com o filme)... e mais não digo, porque aconselho a toda a gente que queira sair com a sensação de bom filme visto, a arranjar este filme onde puder.
Com este filme, ri à gargalhada e sorri como se estivesse apaixonada.
Com este filme, deixei escapar uma lágrima e deixei explodi-las como se o saco tivesse rebentado.
Com este filme, saí mais forte e inspirada para o meu curso de pintura.
Quero ver outro igual a este.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Hercules & Love Affair

Quem se depara com a imagem do meu blog (muito fúnebre para alguns, um pouco depressiva apenas, para outros), já deve ter reparado que a voz e a "imagem" de Anthony & the Johnsons deleita-me.

Já que estou numa onda de músicas favoritas e apaixonantes, imaginem só como fiquei quando, neste fim-de-semana na minha segunda casa (só para quem percebe ;), ouvi a seguinte faixa musical da banda Hercules & Love Affair:





Aproveito para realçar que a descobri num programa da rádio magnífico e que aconselho a toda a gente ouvir: "O rapaz do Calendário" com o André Murraças da minha rádio preferida: Radar. Ao Sábado às 20h ou Domingo às 15h.

Em Repeat

Não me canso de ouvir esta música vezes e vezes sem conta, "até alguém perguntar: é sempre a mesma cantiga?". Qualquer dia vou à Radar gravar no programa em Repeat. Acho esta música obrigatória para quem quer sentir uma força interior transcendente... ´
Simplesmente linda.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Requiem for the Young People













Estremeci.
Como seria possível saber que alguém com pouco mais da minha idade (Heath Ledger), alguém que já viveu mais do que eu vivi mas que viveu tudo isso quase no mesmo tempo que eu vivi, ter desaparecido? Outro ainda mais novo do que eu (Brad Renfro), soube depois que também tinha desaparecido na semana anterior...
Overdose de drogas: o primeiro medicamentos (só?!?!...) o segundo drogas duras.
Que necessidade é esta das pessoas entupirem-se com substâncias na tentativa de salvarem e manterem o seu ego inabalável e indestrutível? Não sei o que é isso, felizmente. Mas compreendo o vício e a fraqueza que dele advém. Um caminho sem retorno para muitos.
Até um dia.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Não digam a toda a gente

Conduzir por Lisboa... à noite com a Roisin como banda sonora. Perceber que não pertenço a ninguém: e a felicidade que isso me traz! Não ter que atender, responder, comprometer... bah. Bicho do mato?

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Mulher Bonita

Precisa-se urgentemente de Mulher Bonita para fazer ressuscitar o cinema europeu, reivindica António-Pedro Vasconcelos, realizador do mais recente filme(?) Call Girl (Liga Rapariga/Rapariga que liga/Rapariga que tem um telemóvel(?)/Chama a Rapariga(?)/Rapariga é uma chama/Prostituta de Luxo/Acompanhante de Luxo/... - realmente em inglês o título fica bem melhor!). As palavras propriamente ditas foram:

"Há um horrível preconceito contra as mulheres bonitas. Foi isso que matou o cinema europeu. As actrizes bonitas deixaram de aparecer na tela e o cinema europeu desapareceu do mapa."

OK. Vamos por partes:

"Há um horrível preconceito contra as mulheres bonitas." Por acaso as Mulheres Bonitas estão a ser chacinadas ou julgadas em praça pública? Alguém conhece uma estória de uma mulher bonita que se tenha dado mal na vida??!? Mulher bonita? O que é isso? Universalmente aceite por um bando de desesperados anormais inatamente e hormonalmente nascidos com necessidade de satisfazerem o seu ego com vislumbres quotidianos de um peito avantajado, um rabinho firme e espetado e umas pernas que cheguem quase até ao pescoço? Ah! Mas que também tenha um palmo de cara? (senão... tapa-se). Sr. António, explique lá isso melhor outra vez, se não se importa.

"Foi isso que matou o cinema europeu." "(...) O cinema europeu desapareceu do mapa."
Foi isso que matou o quê?? O Cinema europeu despareceu de qual mapa? Desculpe, que cinemas é que anda a frequentar? Quais foram os últimos filmes que assistiu? Aconselho-lhe dois, entre muitos: Das Leben der Anderen e My life Without me. O seu mais recente filme irá concerteza salvar o cinema europeu. Então, qual a necessidade de tanta promoção? Para sincronizar com a época alargada de Saldos? Outdoors, Multibancos, Rádio, Televisão, Cinema, até um jantar de oferta!, publicidade e mais publicidade, afinal... não bastaria a Mulher Bonita Soraia para o salvar?

"As actrizes bonitas deixaram de aparecer na tela."
Ok, eu até compreendo que tendo a Soraia como protagonista o faça ser mais exigente com a beleza alheia... mas, vá lá. Quer que comece a nomear as actrizes bonitas por onde?


Bem. Beleza à parte, o que pretendo com este desabafo reactivo a este tipo de cinema que se diz representativo de Portugal e que faz render mlilhões, lucrar bilheteiras, aliciar patrocínios desafogosos (a TVi imaginem... quando vi aquele logo antes do início do filme, até fiquei com urticária) e até, preencher páginas e páginas de imprensa... O que pretendo é mesmo opinar o velho e verdadeiro clichet de que a Beleza é subjectiva. A Soraia é linda, tem um tronco espectacular, bom movimento de cintura, um olhar arrebatador, uma lascividade muito provocada - peço desculpa mas aquelas festas constantes no pescoço não me convencem e os lábios espetados a fumar muito menos!-, mas resulta! Os Homens ficam mesmo doidos. A questão não é essa. Até sabe representar um bocadinho vá, para aquilo que lhe é exigido, sim. Mas agora vem-me o realizador mais vendido de Portugal opinar frases desproporcionadas da realidade? Pensa que trouxe a salvação ao cinema português com aquele argumento oco e uma realização tão bem enquadrada que até deixa os microfones à vista?!? O que pretende na sua realização profissional? Popularidade/Banalidade ou Reconhecimento/Mérito?

Cada um procura o que quer.
Parabéns ao Ivo e ao Nicolau... os salvadores de alguma coisa neste filme.