domingo, fevereiro 01, 2009
domingo, janeiro 25, 2009
Isidora
Um novo ano e eu pergunto-me por que me tem faltado a inspiração... viagens e mais viagens,
trabalho e mais trabalho (até pensar que terei casado sem saber, deveria estar a dormir) e depois... tu.
Isidora

Afinal, não somos eternos.

A minha mãe hoje liga-me e diz para preparar-me.
terça-feira, dezembro 16, 2008
quinta-feira, dezembro 04, 2008
quinta-feira, novembro 27, 2008
sexta-feira, novembro 21, 2008
Caos em nome da Prevenção
É mais uma greve da função pública.
Adicionado à chegada do presidente russo Medvedev.
Por que é que as (coisas boas)* têm de ser sempre difícieis?
* leia-se "chegar ao fim-de-semana".
Sopa Fria
Eu sentada no sofá.
A minha mãe, ao meu lado, praguejava vigorosamente num vernáculo muito pouco característico que me fez olhar para ela e perguntar-me se seria mesmo a minha mãe ou o diabo por ela.
Era a ministra da educação que falava na televisão.
Era a ministra que estava a ser atacada pelos perdigotos da minha mãe.
E eu ao lado.
Com saudades da minha mãe.
Isto de cortar o cordão umbilical e ser independente tem os seus "quês" de carência.
Já não há a sopinha quentinha pronta para ser deglutida quando se chega a casa.
Já não há os desabafos depurativos partilhados ao jantar.
Agora engulo a sopa a olhar para a TV e faço má cara porque mais uma vez errei nalgum ingrediente... Maldita veia que me falta: a da minha avó que faz sempre sopas tão saborosas.
É assim.
A sopa está fria.
Com o tempo chegarei lá.
Espero não ter de estragar muitas cenouras, batatas e cebolas porque a crise hoje não está para esses luxos.
quinta-feira, novembro 06, 2008
It's getting boring by the sea
Blood Red Shoes - It's getting boring by the sea
A felicidade é um problema individual.
Aqui, nenhum conselho é válido.
Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.
Freud
quarta-feira, novembro 05, 2008
segunda-feira, outubro 27, 2008
Ma che cazo di lunedi!
Estimado DEUS:
Perdoe-me por ser ateia, mas ouvi dizer que tem o poder de acrescentar dias de descanso no calendário.
Poderia acrescentar a 2ª feira?
Muito Obrigada.
Muitos crentes (e descrentes) irão agradecer.
sexta-feira, outubro 24, 2008
Frágil
Consegues perceber porquê?
Tudo o que já senti, tudo o que já passei, tudo o que nunca soube... nem nunca saberei.
Pelo menos pelas tuas palavras.
Nunca saberei.
Há coisas que simplesmente não se partilham. Toda a gente tem os seus segredos.
Eu tenho os meus, que ninguém sabe.
Mas desistir, virar costas, render-se ao caminho mais fácil só porque aparecem barreiras?
Só porque... a vida não é fácil?
Só porque... eu não sou fácil?
E o que se acumulou, o que me marcou, o que passou e não consigo esquecer..?
O que faço com isso.
Embrulho e envio para o Japão?
Ou amarroto e deito para o lixo?
É solução?
Carregar num botão automático e no momento seguinte esquecer tudo, limpar tudo e avançar... assim? Sem qualquer resquício de mágoa, de ansiedade e dúvida?
Não percebes pois não.
Não percebes que um dia, quando olhares para trás e perceberes que tudo o que se adiou foi fruto da hesitação, vais finalmente entender-me... Vais conseguir discernir que Roma e Pavia não se fizeram num dia e ainda que sem bases sólidas é impossível sustentar o que tão pouco se construiu.
Principalmente quando não se têm projectos.
Nenhuma casa começa pelo telhado.
Sabes melhor do que eu.
quarta-feira, outubro 22, 2008
Pragas

Bolos de côco.........
e o bolo..... o Jornal Nacional.... com a cereja em cima, como esta srª....

Os comentários infantis das pitas do Hi5, como o "xa xa, xi-curaxao, xabes q gosto mtxo de ti não xabes?" Não há pacienciaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Os locutores e a sua voz de anormais da Rádio Cidade, a falarem com os ouvintes como se fossem igualmente anormais.

Os cartazes out door em ponto gigante com as fotos dos vendedores imobiliários da Remax. Juro que não confio em nenhum deles nem em nenhuma delas.
terça-feira, outubro 14, 2008
Dae-Su

Aspirina Parte II

http://marymoonimperceptions.blogspot.com/2007/11/sente-aluma-coisa-tome-uma-aspirina-e.html
quinta-feira, outubro 09, 2008
Atenção
Os lábios desviados e a expressão franzida, fazem-me olhar mais abaixo para tentar perceber a razão por detrás de tamanho esforço...
... afinal eram só umas escadas...
Tem muletas.
Apetece-me perguntar: "Precisa de ajuda?"
Apetece-me logo disponibilizar: "Eu ajudo-o a descer."
Mas daí penso logo de seguida que a minha disponibilidade pode ser mal interpretada:
"- Eu estou muito bem! Não sou nenhum deficiente, percebe?"
(Ouço isto como se fosse a voz de um diabinho no meu ombro.)
A linha que distingue Ajuda/Ofensa é tão ténue. Por exemplo a minha mãe, que é tão orgulhosa e não demonstra parte fraca:
"Quando ia no autocarro, estava grávida do teu irmão e levava-te ao colo. As pessoas olhavam para mim com pena! Ficava tão irritada!"
Depois, há as outras pessoas que pedem ajuda.
Não é pena que sinto quando pretendo ajudar quem precisa.
É atenção.
É colocar-me no lugar dessas pessoas e imediatamente pensar que se para mim fosse um esforço descer umas escadas, provavelmente não daria tanta importância a outros pequenos problemas que me inquietam no dia-a-dia.
Só está quem quer, quem não quer, vá andando.
Repito vezes sem conta como se fosse um processo de auto-mentalização.
Tantas pessoas para dar atenção e vou importar-me com quem não quer?
Não.
Só quero que me tratem bem,
sem ser bem demais,
e mais do que tudo,
sem ter de pedir.
sexta-feira, outubro 03, 2008
Vuuuuuuuuuuuuu.........
terça-feira, setembro 30, 2008
Dia do Bora lá fazer bebés
Acordo. (ainda de madrugada)

Meto-me na estrada: são 200 kms e umas horas de trânsito até Coimbra. Antena 1 sintonizada com a voz arrastada e catarrosa do locutor que anuncia o programa "O Amor é...", entrevista de Inês Meneses (da qual eu sou fã, ouvinte assídua) ao Prof. Júlio Machado Vaz.
Foi mais ou menos assim:
Inês Meneses (IM): Prof, há alguma altura ideal para fazer o amor? Esta pergunta surge no seguimento da notícia recentemente divulgada que refere que este ano em Portugal, houve maior número de mortes do que nascimentos. Numa cidade da Rússia,
(desculpem mas não me lembro do nome, tenho alguma dificuldade em memorizar palavras russas... não sei porquê. Devia ser qualquer coisa parecida com Libutjin ou Litjuin ou .....jin ou nada a ver com isto, também é possível)
verificou-se um decréscimo acentuado da natalidade e resolveu consagrar-se o dia 12 de Setembro para o dia da fecundação, ou seja, o dia em que a população está oficialmente dispensada do trabalho para ir fazer o amor. Os bebés que nascerem 9 meses depois, mais particularmente no dia 12 de Junho, terão direito a um subsídio e ainda ao sorteio de um Jipe! O que pensa disto, professor? Primeiro de tudo, gosta da expressão Fazer amor?
Prof. Júlio Machado Vaz (JMV): Bem, para começar não gosto nada da expressão Fazer Amor, sempre disse isso aos meus alunos, porque me faz lembrar um conceito de engenharia civil, o verbo "fazer" o amor, mais parece que se coloca um tijolo, barra-se com cimento, coloca-se outro tijolo e faz-se o amor! Discordo desta expressão mas também, para ser sincero, não tenho outra alternativa...
IM: Ir para a cama? Seria uma alternativa?
JMV: Essa expressão também não gosto muito porque está a condicionar o acto à cama! Ora, às vezes apetece no sofá, outras vezes no tapete, não tem de ser na cama apenas... É como o conceito Preliminares, horrível! Os preliminares são tão importantes como o acto em si. (...) Em relação à medida adoptada por essa cidade russa, concordo com o dia de folga, apesar de considerar que não é por ser sorteado um jipe que a natalidade vai aumentar. A sociedade de hoje é demasiado exigente e a crise que se está a instalar (que nem a América se safou), não permite os casais terem filhos. Repare, os jovens que começam a trabalhar têm cada vez carreiras mais exigentes num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, e por isso não abdicam da sua carreira para terem filhos. Hoje vive-se muito para o consumo individual (...) pelo que é natural a sobreposição da mortalidade sobre a natalidade.
Esta conversa recordou-me a minha última ida ao ginecologista e da pressão que senti quando, no meio de um exame, a médica me diz, super entusiasmada, que já está na altura para pensar em bebés!
Vómito reflexo:
Dá para parar de amadurecer?













